Fisioterapia no parto

 A Fisioterapia no acompanhamento do trabalho de parto favorece maior conforto a gestante com suporte físico de abordagens para alivio da dor, movimentos e posições que facilitam o trabalho de parto promovendo assim apoio e sustentação ao processo. Vale lembrar que cada mulher tem sua historia e será sempre encorajada a ativar sua potencia e sabedoria corporal

O que a Fisioterapia faz no trabalho de parto?

Plano de parto
A Fisioterapia pode oferecer apoio com informações sobre a gestação e trabalho de parto, acolhendo as dúvidas para que o casal faça suas escolhas únicas e de forma consciente para a elaboração de uma plano de parto.
 

Propostas para indução de parto
Certas situações requerem a indução do parto que pode ser com intervenção medicamentosa (misoprostol, oxitocina) ou intervenções alternativas (acupuntura, Moxabustão, Massagem, chás, sexo).

A fisioterapia propõe atividades com o corpo para estimular o trabalho de parto, com movimentos e posições, manobras de liberação de fáscias e massagens. Quando necessária a indução,  as propostas não medicamentosas prepararam o terreno para as intervenções medicamentosas que podem ate mesmo ser desnecessárias caso o trabalho de parto aconteça.

Abordagens durante o trabalho de parto

Durante o trabalho de parto a fisioterapia pode oferecer propostas como banhos quentes de chuveiro ou banheira, compressas quentes, massagem, mobilidade pélvica, posições de conforto, uso da bola de pilats, liberação de fáscias.

Os princípios da biomecânica pélvica e do entendimento da fisiologia do movimento e do trabalho de parto permite uma atuação dinâmica  da fisioterapia sem perder de vista no entanto o respeito do protagonismo da mulher, a escuta do corpo, de suas escolhas e da historia de vida gravadas no corpo.  

Pródromos 

Este é o período que antecede o trabalho de parto e pode ser rápido ou demorado para algumas gestantes e não acontecer para outras. Os pródromos são um sinal do corpo se preparando para o processo, as contrações são irregulares no ritmo e na intensidade.

A respiração ajuda a acalmar, movimentos corporais e relaxamento também proporcionam um efeito calmante e benéfico para esperar o corpo ativar os hormônios para entrar em trabalho de parto efetivo

Fase latente

A Fase latente se caracteriza pela presença de contrações mais eficazes e ritmadas com aumento da intensidade, tempo da contração, tempo entre as contrações. 

Este momento é preciso gerenciar propostas de movimentos e posições com descanso. Podemos dar inicio as abordagens para alivio da dor conforme a necessidade e principalmente gerenciar a ansiedade, afinal estamos no inicio

Fase ativa

A fase ativa se caracteriza pelo aumento da velocidade da dilatação cervical a partir de 6 cm com contrações eficientes ( intensidade e tempo de contração) e bem ritmadas.

Para esta fase as proposta de posiçoes verticalizadas e mobilidade pélvica podem favorecer a dilatação e descida do bebe. Os banhos de imersão e massagens serão grandes aliados no controle da dor.

E a fase que todos nós trabalhamos muito e pode ser cansativa.

Fase Expulsiva

Este momento costuma ser relativamente mais tranquilo, a dilatação cervical é total e a mulher pode sentir vontade de faze forca o ser encorajada a fazer forca caso esteja com analgesia.

A mulher pode escolher a posição de nascimento e ser encorajada em alguma posição que seja favorável. 

 

Situações especiais

A Fisioterapia pode ser uma indicação acertada para o acompanhamento de parto nos casos de dor pélvica cronica, dores na coluna lombar e ciático e síndrome hipertensiva ou diabete gestacional desde que esteja sendo acompanhada e preparada durante a gestação 

Após o parto
Depois do parto há um retorno para avaliação da pelve, períneo, abdominais e compartilhamento da experiência de parto. Orientações de posicionamento e ergonomia na amamentação e atividade com o bebê e apoio na amamentação 
 

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