• Sandra Sisla

Vaginismo - Transtorno da dor gênito-pélvica/penetração

O Transtorno da dor gênito-pélvica/penetração se caracteriza pelas dificuldades persistentes ou recorrentes de penetração vaginal durante a relação sexual ou nas tentativas de penetração, medo ou ansiedade intensa da dor, tensão ou contração acentuada do assoalho pélvico durante tentativas de penetração. Considerando que os critérios dos sintomas persistam por seis meses ou mais e geram sofrimento significativo na mulher segundo DCM5, pg 437.

A incapacidade da mulher em experimentar a penetração pode estar associada a dificuldade em fazer exames ginecológicos também. A dor pode ser na região superficial vulvovaginal ou profunda e deve ser investigada a intensidade e sob o ponto de vista qualitativo; persistente, mesmo depois da penetração, em queimação, em pontadas, etc.

O medo ou ansiedade de dor em antecipação é comum em mulheres que sentem dor regularmente, condição que pode gerar essa reação, podendo, no entanto, a mulher evitar a relação sem ter uma relação com a dor, como uma reação fóbica. A tensão ou contração acentuada dos músculos pélvicos durante a tentativa de penetração é uma reação frente ao medo ou ansiedade ou dor em tentativas de penetração como uma resposta “protetora” do corpo, sendo necessário avaliar possível disfunção do assoalho pélvico com um fisioterapeuta pélvico.

O transtorno está associado frequentemente a outras disfunções como o transtorno do interesse/excitação sexual feminino e também a problemas de relacionamento e de auto-estima.

Alguns fatores devem ser considerados para a avalição e diagnóstico como fatores relacionados ao parceiro com problemas sexuais ou de saúde por exemplo, problemas de relacionamento como a comunicação inadequada, inadequações durante o ato sexual, fatores relacionados a vulnerabilidade individual como a baixa autoestima, abuso/violência, alterações da imagem corporal ou estados de ansiedade, depressão, estresse, fatores médicos relevantes e fatores culturais e religiosos.

O conhecimento do assoalho pélvico é ponto chave para a melhora do quadro. A terapia sexual é de grande ajuda para a diminuição da ansiedade e do medo que sempre vem acompanhado do vaginismo ou de dores em geral. A fisioterapia lança mão das abordagens corporais como o relaxamento e exercícios de percepção corporal para a liberação dos músculos tensos do assoalho pélvico e a retomada da funcionalidade dos músculos.



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